Cerca de 1,16 mi de pessoas tiveram contato com coronavírus em SP

Prefeitura realizou inquérito sorológico que mostra que 9,5% da população tem a prevalência da covid-19

Secretário municipal de saúde, Edson Aparecido, durante coletiva de imprensa. (Crédito: Reprodução/ Youtube)

Secretário municipal de saúde, Edson Aparecido, durante coletiva de imprensa. (Crédito: Reprodução/ Youtube)

A prefeitura de São Paulo realizou um inquérito sorológico e concluiu que a capital pode ter 1,16 milhão de infectados pelo coronavírus, número quase dez vezes maior do que o índice oficial, de 120 mil casos confirmados da doença. A afirmação foi feita pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, nesta terça-feira, 23, durante coletiva de imprensa.

A pesquisa, que teve início dia 10 de junho, tenta descobrir, por amostragem, quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus na cidade. A primeira parte do mapeamento realizou 5.416 exames em 96 distritos com moradores acima dos 18 anos escolhidos por sorteio. O monitoramento será realizado a cada 15 dias com outros públicos. A previsão é que sejam feitos outros cinco levantamentos.

“O inquérito sorológico nos apresenta o real cenário de letalidade na cidade. A taxa de prevalência que aponta 1,16 milhão de pessoas já infectadas mostra que a taxa de letalidade é de 0,5%, ou seja, 5 pessoas a cada 1000 infectados, o que também é um dado de enorme importância para a montagem a estrutura de saúde para os próximos passos do enfrentamento da pandemia aqui na cidade de são Paulo”, explicou o Aparecido.

O exame sorológico avalia a presença de anticorpos específicos (IgM/igG). Portanto, identifica casos passados da doença. Ele é usado para monitorar a porcentagem da população que já teve contato com o vírus. Alguns países o utilizam para orientar ações de reabertura da economia após quarentena, por exemplo, pois ele ajuda a verificar a existência de anticorpos contra o vírus na população.

 

Notícia publicada em: 23 de junho de 2020

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